Quando o corpo precisa transbordar, é na cena que ele encontra forma. A experiência que insiste, pulsa e que não cabe no silêncio se transforma em presença e gesto.
Fundada em 2017, a Coletiva 3 de Nós é uma companhia teatral paulistana que organiza sua prática artística a partir do protagonismo feminino, da gestão à cena.
Com raízes na Barra Funda, a Coletiva articula território, pesquisa e diálogo direto com o público, fortalecendo redes locais e promovendo intercâmbios entre diferentes regiões da cidade.
Formada por Camila Borges, Jessica Lamana e Savina João, desenvolve uma pesquisa continuada que investiga o feminino como perspectiva de mundo, transformando a cena em espaço de encontro, debate e linguagem.
Jessica Lamana é bacharel e licenciada em Teatro pela Universidade Cândido Mendes (RJ) e pós-graduanda em Cinema e Audiovisual pela mesma instituição. Fundadora do coletivo Coletiva 3 de Nós e da produtora Ipê Baobá.
No teatro, idealizou e atuou em Viúvas (14º Prêmio Zé Renato – CCSP, 2022); dirigiu e atuou no musical Ladies Sing the Blues (Biblioteca Mário de Andrade, 2021); concebeu e protagonizou o solo Todos te amam até você se assumir preta (2021), selecionado por importantes editais e festivais, com destaque para o 20º Festival de Teatro Bivar (CE), onde recebeu os prêmios de Melhor Atriz, Melhor Direção e Melhor Espetáculo. Integra o elenco de Zona Lésbica (CCBB-RJ, 2025).
Na TV, integrou o elenco da novela Garota do Momento (TV Globo, 2024–2025) e participou do especial Falas Femininas (2023). No cinema, roteirizou e protagonizou o curta A Mais Forte (2019), exibido pelo Canal Brasil e premiado em festivais no Brasil e no exterior. Foi semifinalista do Prêmio Cardume Cabíria (2020).
Atua em espetáculos teatrais e circenses desde 2016, com circulação por espaços como Teatro Sérgio Cardoso/SP, Sesc/SP e Teatro Ipanema/RJ. Desenvolve trabalho contínuo como palhaça em instituições de acolhimento e pesquisa linguagens em teatro, audiovisual e performance.
Camila Borges é diretora musical, acordeonista e compositora de trilhas sonoras para teatro, circo, cinema, contação de histórias, performances e podcasts.
É integrante da Coletiva 3 de Nós e do Revoada Cantante, grupo formado por mulheres artistas que pesquisam e produzem música para as infâncias.
Ao longo de mais de 15 anos de trajetória, colabora com diversos coletivos artísticos: Coco di Muié, Coletivo Corpo Aberto, Cia. Quinquió, Circo di SóLadies | Nem SóLadies, Cia. da Chinela, Coletivo Dolores Boca Aberta, Coletivo de Galochas, Coletivo Catappum!, Jujuba e Chicote, Cia. Asfalto de Poesia, Trupe Trapaceiros, Cia. Passarinho Contou, Cia. do Elefante, Pronto Sorrir, Teatro da Recusa, entre outros.
Tocando ao vivo, integrou a formação musical de espetáculos, apresentando-se em festivais em São Paulo, Acre, Brasília, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro. Em 2024, se apresentou no Circo Carpa Azul, em Valparaíso, no Chile, pelo Programa Bolsa Funarte de Mobilidade e circulou pela província de Salta, no norte da Argentina a convite do 14º Encuentro Internacional de Mimo y Clown com a Trupe Trapaceiros.
Graduada em Musicoterapia, formada pela primeira turma de Sonoplastia da SP Escola de teatro e com experiência no campo da Educação Musical, o trabalho de Camila expressa sua pluralidade na intersecção da música com múltiplas linguagens artísticas.
Savina João é atriz, bacharel em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (2007), estudou direção na SP Escola de Teatro (2010-2011) e é produtora cultural formada pelo Senac (SP). Iniciou trajetória como arte-educadora no CCBB Brasília (2002–2004), atuando em exposições de artistas como Samuel Beckett, Athos Bulcão, Iole de Freitas, Denise Milan, Emmanuel Nassar, Andy Warhol e Keith Haring. Trabalhou também no Museu da Câmara dos Deputados (DF).
Fundou a Andaime Companhia de Teatro (DF), onde produziu, co-criou e atuou em (Des)esperar (2007). Atuou em montagens como Blues & Souza, Os Sete Gatinhos, O Abajur Lilás, Cavalleria Rusticana e O Inspetor Geral. Em São Paulo, dirigiu O Rei da Vela e O Noviço (2010). Desenvolveu a performance Colmeia (2016), apresentada na Satyrianas (SP), e dirigiu Semente na Ocupação Ovárias (RJ).
Integra a Coletiva 3 de Nós, onde atua, dirige e produz espetáculos como A Mais Forte (2018), com circulação por teatros e Sescs de São Paulo, e Todos te amam até você se assumir preta, projeto premiado em editais e festivais nacionais, incluindo o Festival de Esquetes Bivar (CE). Idealizou e produziu Viúvas (Prêmio Zé Renato, 2022) e produziu a temporada de Lótus (Sesc Ipiranga, 2024).
No audiovisual, atuou em curtas e webséries e dirigiu, roteirizou e produziu o curta A Mais Forte (2019), exibido pelo Canal Brasil e premiado em festivais no Brasil e no exterior. Foi semifinalista do Prêmio Cardume-Cabíria (2020).
Na música, canta, compõe, toca bateria e circula com os shows Madona João em ré menor (2023) e Quem canta seus males espanta (2024). Dirige e produz o espetáculo musical Ladies Sing The Blues, encomendado pela Biblioteca Mário de Andrade.