Ipê Baobá

A Ipê Baobá é a produtora cultural da Coletiva 3 de Nós e nasce da expansão de sua trajetória artística no teatro. Ampliando sua atuação também para a música e o audiovisual, esta produtora planeja, organiza e viabiliza os projetos desenvolvidos pela Coletiva e por artistas parceiros.

O nome Ipê Baobá une ipê, árvore brasileira, ao baobá, árvore de origem africana. Essa fusão representa a conexão entre Brasil e África, reconhecendo as influências afro-diapóricas na formação cultural do Brasil e da América Latina. Portanto, a identidade da produtora dialoga com a noção de amefricanidade, termo cunhado pela intelectual Lélia Gonzalez.

Com o lema “Semeando criatividade, colhendo conexões”, a Ipê Baobá atua na produção executiva, na gestão de projetos, na circulação de obras, no desenvolvimento artístico e na articulação de parcerias. Em sua prática, orienta-se pela premissa de aprender fazendo.

A produtora funciona como plataforma de intercâmbio artístico, fortalecendo redes, conectando territórios e ampliando o alcance da Coletiva 3 de Nós. A Ipê Baobá consolida, assim, uma atuação que sustenta a continuidade da pesquisa artística e amplia possibilidades de circulação, diálogo e permanência.

Jessica Lamana é bacharel e licenciada em Teatro pela Universidade Cândido Mendes (RJ) e pós-graduanda em Cinema e Audiovisual pela mesma instituição. Fundadora do coletivo Coletiva 3 de Nós e da produtora Ipê Baobá.

No teatro, idealizou e atuou em Viúvas (14º Prêmio Zé Renato – CCSP, 2022); dirigiu e atuou no musical Ladies Sing the Blues (Biblioteca Mário de Andrade, 2021); concebeu e protagonizou o solo Todos te amam até você se assumir preta (2021), selecionado por importantes editais e festivais, com destaque para o 20º Festival de Teatro Bivar (CE), onde recebeu os prêmios de Melhor Atriz, Melhor Direção e Melhor Espetáculo. Integra o elenco de Zona Lésbica (CCBB-RJ, 2025).

Na TV, integrou o elenco da novela Garota do Momento (TV Globo, 2024–2025) e participou do especial Falas Femininas (2023). No cinema, roteirizou e protagonizou o curta A Mais Forte (2019), exibido pelo Canal Brasil e premiado em festivais no Brasil e no exterior. Foi semifinalista do Prêmio Cardume Cabíria (2020).

Atua em espetáculos teatrais e circenses desde 2016, com circulação por espaços como Teatro Sérgio Cardoso/SP, Sesc/SP e Teatro Ipanema/RJ. Desenvolve trabalho contínuo como palhaça em instituições de acolhimento e pesquisa linguagens em teatro, audiovisual e performance.